As 7:30 paramos num posto, abastecemos as motos e o rotopax, foi a primeira vez que enchi o Rotopax na viagem. Muita gente diz que nesta região da Argentina falta gasolina e que os postos só recebem combustíveis uma vez por semana.
As 8:00 quando estávamos saindo de Corrientes para
Resistencia, por uma bela ponte, fomos parados pela primeira vez pela
policia. Nada demais, pediram apenas os documentos, perguntaram se circulamos
pela pista local, da direita e fomos liberados. Pessoal, não esqueçam de usar a pista local (da direita) dentro de Corrientes quando cruzarem a cidade de moto.
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Neste momento, ocorreu o primeiro tombo da viagem. Assim que a policia me parou, o Glauco parou a moto bem proxima a minha e quando foi descer acabou me derrubando. Fui eu a moto e o guardo pro chao....rsss. Levantamos eu e o guarda e depois levantamos a moto. Tudo em ordem com a motoca e logo em seguida o policial no liberou. Acho que o incidente nos ajudou, fomos liberados muito rapido e dizem a policia de Corrientes adora criar problemas e uma gorjeta.
Nesta parte, entre Resistencia e Avia Teray pegamos um vento
lateral muito forte que as vezes jogava a moto quase que de uma pista para a
outra, mesmo assim o asfalto é bom e conseguimos desenvolver uma boa velocidade de
cruzeiro durante todo o percurso.
Em Avia Teray , assim que passamos a cidade existe um trevo
no meio do “nada” com um posto grande ao lado esquerdo. Aproveitamos para
abastecer neste posto. Venta muito e deixamos mais um adesivo
da viagem lá.
Neste trevo, se pegarmos a direita, seguimos no chaco em direção a
Pampa del Infierno. A outra saída segue para a Ruta 89, que nos levará ao ponto
final da etapa de hoje que é Termas de Rio Hondo. Neste trecho o GPS não funciona
direito, mostrando distancias e caminhos errados, sempre querendo nos levar
novamente para o Chaco, sigam para Qumili, se escolherem este caminho, depois Santiago del Estero e por fim Termas del Rio Hondo.
A ruta 89 é muito parecida com a Ruta 12, longas retas,
calor infernal, isso mesmo, infernal...por isso nesta região existem cidades
com nomes de Pampa Del Inferno, Monte Quemado etc.
Nesta rota começa uma paisagem bem árida, com muito vento quente e
poeira na cara, passamos por vários vilarejos que paressem como se
estivéssemos num filme de faroeste ou uns 300 anos atrás como no filme “de
volta para o futuro”. Dizem que parece com o agreste nordestino brasileiro.
Além do calor e do vento é muito comum neste trecho encontrar várias motoquinhas com 1, 2, 3 e até 4 pessoas em cima, todos sem capacete e muitos animais, de varios tipos como cachorros, ovelhas, aves, porcos na estrada e a beira dela, fiquem atentos.
Chegando em Quimili, decidimos parar para abastecer
novamente, ainda tinha 150 km de autonomia mas com o risco de falta
de gasolina na região prefirimos não arriscar. Foi a
primeira vez que ouvimos a frase, “no hay Nafta”, decidimos então entrar na
cidade e encontramos um pequeno posto que tinha gasolina mas também havia uma
fila enorme de carros e motos abastecendo. Enchemos o tanque e
seguimos.
Esta estrada como também deve acontecer no Chaco, cansa um
pouco pois é sempre igual, reta que não acaba, vento lateral, vilarejos muito
simples e calor entre 40 e 45 graus, imagine como deve ser isso aqui no verao.
No final da Ruta 89 entramos numa cidade chamada Suncho
Corral, também um velho oeste, que dá acesso a Ruta 34 sentido Santiago del
Estero. Quase no final da cidade tem um posto policial, mais uma vez passamos
sem problemas e pegamos uma estrada que tem apenas um pista, isso mesmo, uma
pista para quem vai e para que vem. É uma pista pavimentada no meio, com
asfalto bem claro e um acostamendo não pavimentado de cada um dos lados. Quando
dois veiculos se cruzam um dos 2 é obrigado a ir para o acostamento.
Felizmente
quando encontrávamos carros ou mesmo caminhões pela frente, os motoristas foram sempre cordiais e saiam para o acostamento para que pudéssemos passar com as motos. Este trecho de ligação dura aproximadamente 30km
sendo 15km com uma pista apenas.
Depois disso caímos na ruta 34, muito
parecida também com as anteriores, paramos para abastecer novamente, num posto
YPF grande bem no inicio da estrada. Lembre-se, nesta região existem poucos postos e falta gasolina, então mesmo não precisando é bom garantir o tanque cheio.
Chegando em Santiago del Esteio, entramos na cidade para
pegar a Ruta 9 sentido Tucuman e Termas del Rio Hondo, novamente tudo igual, muto
vento, retas e calor.
Chegando em Termas seguimos para o Hotel La Fontana, desta
vez uma Hotel mais bem ajeitadinho, com piscina aquecida, um bom lobby, estacionamento e
rede Wi-fi. O quarto é pequeno, mas o banheiro é bom.
Resumo do dia, trecho mais longo e mais duro da viagem até
agora, 715km.
Chegamos as 17:00hrs, desmontamos coisas e fomos relaxar
na piscina. A cidade lembra um pouco Caldas Novas, cidade pequena e turística,
com vários hotéis e cada um com suas piscinas termais, as ruas do centro tem um comercio bem intenso, aberto até tarde e vários restaurantes. Depois de relaxar na
piscina e descansar um pouco, fomos jantar no restaurante La Casa de Ruben, comi o Chivito Al Asador, uma espécie e cordeiro ou carneiro com
batatas.
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